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Balanço das ações do Coinfra em 2010

Projetos de infraestrutura são monitorados de perto para que atendam a indústria de PE

Para garantir competitividade às empresas, o Coinfra mantém-se atento aos gargalos da produção, como a ausência de investimentos em rodovias, fontes de energia e água, além das altas tarifas cobradas por serviços essenciais


Pernambuco, assim como o Brasil, vive ciclo de expansão econômica. Diversos investimentos estão sendo feitos, sobretudo na área de infraestrutura. Portos, aeroportos, estrada e hidrelétricas estão na rota dos aportes. Atento durante todo o ano ao andamento das obras e à falta delas no Estado, esteve o Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da FIEPE. Duas importantes reuniões marcaram as atividades de 2010. A primeira delas foi com a Secretaria Especial de Esportes de Pernambuco, convidada para falar sobre a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Como se sabe, o Estado será uma das subsedes do evento, o que exigirá do setor público investimentos junto ao privado. Na ocasião, foi apresentados aos empresários mais detalhes sobre a Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata.

O Coinfra também recebeu representante da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República para apresentação do Projeto de Incentivo à Cabotagem (PIC), que pretende estimular a modalidade entre os empresários locais, inclusive porque, em Suape, já foram feitas ações preliminares para a implementação do projeto. A costa brasileira possui 7.367 quilômetros, dos quais mais de 4 mil são navegáveis. Apesar do imenso potencial hidroviário, o Brasil ainda tem como matriz o transporte rodoviário, que carrega 71% das cargas. A cabotagem, navegação entre portos no mesmo País, então, poderia ser uma forma mais econômica para os empresários.

De acordo com o presidente do Conselho, Ricardo Essinger, no entanto, é preciso que se melhore a logística dos portos nacionais. O País possui 37 portos públicos, sendo 34 marítimos e três fluviais. Do total, 32 têm condições para trabalhar com a cabotagem, mas apenas 11 já o fazem com empresas privadas. “Estamos conectados às várias possibilidades de ganharmos competitividade com os investimentos que se apresentam e se consolidam. O PIC é um exemplo. Embora essa seja uma nova realidade, que vem com a retomada da atividade portuária e naval brasileira e pernambucana, não esquecemos dos gargalos e acompanhamentos antigos, como o da Transnordestina, das rodovias locais, das fontes de energia e água, também importantes para nossa indústria”, concluiu.



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