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mar 19, 2021

Logística reversa é tema de debate do FIEPE Ambiental

Em mais uma iniciativa do Conselho Temático de Meio Ambiente (Contema), foi realizado, nesta quinta-feira (18), mais um FIEPE Ambiental. Com a temática ‘Panorama da Logística Reversa de Embalagens no Brasil e sua aplicação em Pernambuco’, o encontro virtual reuniu importantes especialistas para o assunto e sacramentou como um importante espaço de discussão sobre políticas de reciclagem para o ambiente industrial.

Presidente do Contema, Anísio Coelho destacou a importância do evento no sentido de mobilizar a classe empresarial para temáticas como eficiência energética, recursos hídricos e resíduos sólidos. “Vivemos um momento de muita imprevisibilidade, com perdas de vidas humanas e com o aumento dos custos sociais e econômicos. Apesar disso, sem dúvida, percebemos que as pessoas passaram a dar mais valor à saúde, que tem rebatimento direto na qualidade de vida e que envolve também assuntos como esses que vamos tratar aqui”, destacou.

Primeiro a falar, Ricardo Garcia, especialista em Resíduos Sólidos do Departamento de Meio Ambiente da FIESP, conversou sobre as legislações e os instrumentos para a aplicação da logística reversa de embalagens nos âmbitos estadual e federal, bem como sobre a Política de Nacional de Resíduos e a isonomia para signatários.

Também painelista, Jéssica Doumit, Relações Institucionais e Jurídico da Eu Reciclo, aproveitou o espaço para apresentar a empresa e as soluções de reciclagem, como a compensação ambiental – que remunera o serviço ambiental de cooperativas. Para se ter ideia, a companhia já compensou mais de 150 mil toneladas e tem a governança como processo estruturador da logística reversa dentro da companhia.

Em sua participação, o diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC), Carlos Lima, falou sobre o desafio de aplicar o modelo de logística reversa em Pernambuco pela dimensão do mercado, por ser o segundo maior produtor e consumidor de cachaça do País. Ele ressaltou, ainda, que há o engajamento nessa agenda desde 2015 e que os processos estão avançando, sobretudo porque as empresas têm que se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Participante do debate, Pedro Parigot, mentor e conselheiro do CTR Igarassu, falou da aposta do mercado ao implantar, em Igarassu, a primeira unidade para tratamento de lixo bruto, fazendo parte de mais uma sinalização de que o momento pede mudança de paradigma em razão das novas ideias surgidas através da reciclagem, criando, assim, valor agregado para marcas, projetos e empresas.

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