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abr 12, 2019

PE: reuso de efluentes para abastecimento industrial

Em função da sua situação crítica, sobretudo em relação a severidade da escassez de água que confirma a baixa segurança hídrica atual, Pernambuco é um dos estados do País integrantes do estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), sobre o reuso de efluentes para abastecimento industrial: avaliação da oferta e da demanda no estado de Pernambuco.

O levantamento também contemplou os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Espírito Santo. Além deles, o Rio de Janeiro se dispôs a realizar o trabalho em parceria com a CNI, prevenindo-se quanto a eventuais riscos da falta d’água. Quer saber mais sobre o estudo de Pernambuco, clique aqui.

A ideia do estudo visa contribuir para que tanto o setor industrial como o governo do estado possam desenvolver estratégias que promovam o acesso sustentável à água e o desenvolvimento socioeconômico local.

Além do que a CNI reconhece a necessidade de prevenir e minimizar os desentendimentos decorrentes do uso da água, assegurando, em especial, meios para reduzir os efeitos da sua falta na indústria, seja em função das mudanças climáticas, seja em razão da má gestão do insumo.

O equacionamento desses aspectos é importante para manter o desenvolvimento das atividades do setor.  Em 2017, a CNI analisou o potencial do uso de efluentes tratados para abastecimento industrial na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), considerando que as águas servidas ou residuais podem ser transformadas em matéria-prima para a diversificação da matriz de oferta de água no setor industrial.

 O estudo foi realizado em parceria com o Centro Internacional de Referência em Reuso de Água da Universidade de São Paulo e com a empresa InfinityTech. Graças à parceria, foi possível chegar a valores de oferta de efluentes em relação à demanda industrial e fazer estimativas financeiras para viabilizar a utilização desse recurso.

O estudo-piloto1 identificou o potencial de ofertas de esgoto tratado por meio das Estações de Tratamento localizadas na RMSP e disponibilizadas pela Companhia Estadual de Saneamento Básico (Sabesp). O levantamento da demanda de água das indústrias considerou as unidades que se encontravam na área de até 10 km2 em torno das estações.

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