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maio 27, 2026

1º Encontro das Indústrias do Agreste debate união institucional, crédito e reforma tributária em Caruaru

A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) e o Sindicato da Indústria de Doces e Conservas Alimentícias de Pernambuco (Sinddoces), com o apoio do Sebrae, realizaram, nesta quinta-feira (14), o 1º Encontro das Indústrias do Agreste de Pernambuco. O evento reuniu empresários, gestores e especialistas para discutir o fortalecimento do setor produtivo regional por meio do associativismo, da ampliação do acesso ao crédito e da compreensão técnica das mudanças trazidas pela reforma tributária.

Um dos destaques do encontro foi a Rodada de Negócios com representantes do Banco do Nordeste (BNB), Banco do Brasil (BB) e do Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil (Sicoob). A iniciativa permitiu o esclarecimento de dúvidas dos empresários e promoveu oportunidades de crédito e parcerias. Lideranças destacaram a importância da cooperação estratégica entre as entidades de classe para enfrentar os desafios econômicos atuais.

O diretor regional da Fiepe, João Bezerra, ressaltou a relevância do trabalho conjunto. “Tivemos uma oportunidade ímpar. Quando instituições tão fortes se reúnem, surgem oportunidades importantes para as empresas”, afirmou. A gerente regional do SEBRAE Caruaru, Débora Florêncio, também reforçou a importância da atuação integrada entre as instituições. “O Sebrae está à disposição porque essa é a nossa razão de existir: fomentar o empreendedorismo e trabalhar junto com quem empreende. Onde houver empreendedor, o SEBRAE estará presente”, destacou.

A infraestrutura de apoio oferecida aos empresários também foi ressaltada pelo diretor-presidente do Sinddoces, Severino Marcelino, que enalteceu a atuação da Federação. “A FIEPE tem sido uma parceira operacional muito importante. No encontro, junto com SEBRAE, SENAI e SESI, existiu uma estrutura enorme colocada à disposição dos empresários. O que esperamos é que todos aproveitem essas oportunidades”, afirmou.

Na área das soluções financeiras, o superintendente do Banco do Nordeste (BNB), Hugo Queiroz, destacou o objetivo da aproximação com o setor produtivo. “Nossa proposta é entender como podemos melhorar e ser mais efetivos para apoiar a indústria e nos aproximarmos cada vez mais das empresas”, pontuou. Já o gerente-geral do Banco do Brasil em Caruaru, Wallace de Carvalho, ressaltou os impactos das decisões monetárias para os negócios. “É importante entender onde o fluxo da empresa está sendo concentrado, porque isso influencia diretamente a capacidade de acesso ao crédito”, explicou.

Representando o Sicoob, Vinícius Salgues reforçou a importância de os empresários conhecerem as diferentes linhas disponíveis no mercado. “Crédito é custo e oportunidade. Em determinados momentos, uma linha pode ser mais vantajosa para a empresa do que esperar meses por outra alternativa”, comentou.

O encontro também abriu espaço para o debate sobre a reforma tributária, considerada uma das pautas mais relevantes para o setor empresarial na atualidade. O vice-presidente de Administração e Finanças do CRC/PE, Eduardo Amorim, explicou que os impactos vão além das questões fiscais. “A reforma não se limita à questão fiscal ou contábil. Estamos falando de uma mudança de paradigma que vai exigir das organizações uma nova forma de pensar seus modelos de negócio”, afirmou.

A necessidade de digitalização e transparência também foi abordada pelo consultor do sistema Omie, José de Alencar, que destacou as mudanças operacionais previstas. “A espinha dorsal da reforma tributária é simplificar processos e centralizar operações. Estamos diante de uma mudança profunda na forma como as empresas irão operar. A Receita Federal terá um acompanhamento muito mais próximo das operações. A rastreabilidade será cada vez maior e exigirá adaptação das empresas”, concluiu.

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