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fev 11, 2026

Seminário de Perspectivas Econômicas 2026

A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) realizou, nesta terça-feira (10), de forma online, o Seminário de Perspectivas Econômicas 2026, reunindo especialistas para analisar os cenários e tendências que devem impactar a economia este ano, com foco em apoiar empresários e gestores na tomada de decisões em um ambiente de incertezas.

Na abertura, o presidente da FIEPE, Bruno Veloso, ressaltou que antecipar cenários é fundamental para garantir competitividade e segurança à indústria, destacando que compreender os movimentos da economia deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para manter a produção, a inovação e a geração de empregos.

O cenário econômico internacional foi apresentado por Paulo Guimarães, economista da Ceplan, que abordou megatendências globais como as transições digital, climática e demográfica, além das projeções de crescimento moderado da economia mundial entre 2,5% e 3% em 2026 e 2027. Ele também destacou mudanças na dinâmica entre países emergentes e desenvolvidos, o avanço da Índia, o crescimento mais contido da China, o desempenho modesto dos Estados Unidos e da Zona do Euro, além das tensões geopolíticas e da reorganização das cadeias globais de suprimentos.

Na análise do cenário econômico nacional, Larissa Nocko, economista da CNI, apontou que 2026 deve ser marcado pela perda de ritmo da atividade econômica, com crescimento sustentado principalmente pelo consumo das famílias. A indústria segue pressionada pela desaceleração da demanda e pela queda da confiança, enquanto o mercado de trabalho ainda sustenta a renda, embora com avanços mais moderados. A inflação mostra desaceleração, mas os juros elevados continuam limitando a atividade, em um ano com ruídos do ciclo eleitoral.

Encerrando as apresentações, Cézar Andrade, economista da FIEPE, apresentou o cenário de Pernambuco, destacando que a indústria estadual chega a 2026 com capacidade produtiva disponível e espaço para reação, apesar da volatilidade e retração acumulada em 2025. Foram apresentados cenários base, pessimista e otimista, condicionados ao comportamento dos juros, do crédito e da confiança empresarial, além do papel estratégico da infraestrutura para a competitividade do estado.

O seminário foi concluído com debate e mediação de Maurício Laranjeira, gerente de Política Industrial da FIEPE, que reforçou a importância do acompanhamento contínuo dos indicadores econômicos e do alinhamento entre setor produtivo e políticas públicas.

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